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Suplementação alimentar: pouco ou insuficiente?


        Pouco e insuficiente parecem palavras sinônimas, mas tratando-se de metabolismo humano, a coisa não funciona bem por aí. Quando paro para estudar o mundo da suplementação nutricional fico perdida com tantas informações. Seu organismo produz determinado nutriente, mas a propaganda diz que é pouco, que com a suplementação seu corpo pode ir além. Como assim?
      Bem, se o corpo produz determinado nutriente, ele produzirá a quantidade suficiente para suas necessidades, não é mesmo? A não ser que a ingestão de alimentos de origem animal, vegetal e frutas não sejam adequadas. Esta é a questão! Será que é melhor você ingerir um suplemento industrial a comer um alimento natural? Será que a quantidade real do nutriente encontrada no rótulo é a mesma da sua composição? Será que o suplemento vai agir por si mesmo, não dependendo de nenhum outro fator para funcionar? Será que a disponibilidade “aumentada” de determinado nutriente não fará seu organismo se tornar preguiçoso, ao invés de trabalhar mais?
       O maior problema do uso da suplementação, que está cada dia mais comum, é que as pessoas preferem confiar apenas no vendedor do produto, não se importando em buscar informações científicas para o consumo, os prós e os contras do uso das substâncias, não buscam especialistas. Conheço pessoas que vendem produtos proibidos pela ANVISA, e pessoas que compram estes produtos buscando solucionar seus problemas estéticos como num passe de mágica. Isso NUNCA será possível, afinal de contas não temos acesso ao gênio da lâmpada...
         Então, a dica que eu dou: conheça seu corpo e busque o potencial máximo que ele pode alcançar, busque a ajuda de um profissional da Educação Física. Se alimente nutricionalmente bem e, só então, busque ajuda de um nutricionista especializado para a suplementação, ele saberá quais as substâncias recomendadas a você, a quantidade suficiente e as orientações de uso, de acordo com seus objetivos. A não ser que você queira aumentar algo que pode ser pouco, porem suficiente, e trazer uma sobrecarga aos órgãos vitais. A decisão é tua! 

Jaqueline Alves Nieto
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Ginástica Laboral


Ontem fiquei sabendo de uma estratégia das empresas que considero bem propícia ao momento “hipocinético” em que vivemos. No local onde uma amiga trabalha, o funcionário que não participar da ginástica laboral que a empresa oferece, terá um valor descontado de seu salário. Mexeu no bolso, tudo muda! O bom dessa história toda é que isso envolve uma série de fatores que podem favorecer o aumento da prática regular de exercícios físicos e desenvolver, ou resgatar, o prazer proporcionado por eles.
Acredito que, até o momento, a maior dificuldade dos profissionais que trabalham na área de ginástica laboral era manter o pessoal motivado para participar das atividades diárias, tendo que lutar com o baixo número de participantes. Com esta estratégia, a empresa está meio que “forçando a barra” com o pessoal, mas ela sabe que os benefícios, tanto físicos quanto mentais, e de produtividade será uma recompensa para ela e também para os funcionários. Do ponto de vista do funcionário, o problema pode estar na tendência ao comodismo e, além do mais, ninguém gosta de fazer as coisas por obrigação, mas a escolha será dele.
Para mim, aí está uma grande oportunidade para o bom profissional de saúde mostrar a cara e fazer valer sua crença no real valor do alongamento, das atividades recreativas, das massagens e tantas outras estratégias que podem ser utilizadas durante o período tão curto – mas que pode e deve ser divertido e benéfico – das aulas de ginástica laboral. #Ficaadica 

Jaqueline Alves Nieto
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Seja um Promotor de Saúde!

         Com as transformações da sociedade em termos de estilo de vida, nutrição, tecnologia e saúde, os conceitos antigos de promoção de saúde foram revistos. 
          O’DONNELL (2008) conceitualiza promoção da saúde como sendo: a ciência e a arte de ajudar as pessoas a mudar seus estilos de vida no sentido de um estado de saúde ideal, que se constitui num processo de engajamento em busca de um equilíbrio dinâmico entre as dimensões física, emocional, social, espiritual e intelectual e a descoberta da sinergia entre os seus aspectos mais positivos. A mudança de estilo de vida deve ser facilitada pela combinação de esforços para informar, motivar, construir conhecimentos e, principalmente, oferecer oportunidades para práticas positivas em saúde. 
            Todos podem ser agentes de mudanças, todos podem ser agentes promotores de saúde, contribua com a saúde de todos que você conhece, faça a diferença!

Jaqueline Alves Nieto
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Geração de intolerantes


Certamente você já ouviu falar em intolerância alimentar; intolerância à lactose, ao glúten, à glicose; intolerância religiosa, intolerância, intolerância, intolerância... Não pretendo escrever sobre este tipo de intolerância, quero me referir à intolerância às pessoas. Isso mesmo, prestando atenção nas novas gerações eu percebo que o nível de tolerância está se esvaindo. Parece que quanto mais jovem, menos tolerante. 
Pense um pouco, como está o seu nível de paciência em casa, no trânsito, nos lugares onde há muitas pessoas? Reflita como era seu nível de paciência há 10 anos, e como estará nos próximos 10.
Vejo problemas de relacionamento aparecerem por motivos cada vez mais banais, brigas irracionais, disputas sem necessidade. Compartilhamento nas redes sociais de fotos de criança com fundo de casa pegando fogo, se “vingando” por qualquer bobagem. Simples brincadeira, mas com fundo de realidade.
Este mundo “instantâneo” aproximou os de longe e distanciou os de perto. Afinal é muito mais fácil mandar uma mensagem eletrônica que conversar pessoalmente. Últimos suspiros daquelas boas conversas “cara-a-cara”, “olho-no-olho”. Temos a tendência de evitar problemas, então, pronto! Tudo resolvido. Quanto mais distantes melhor...
Será que temos solução? Será que nossas emoções vão continuar dominando a razão? Até quando? 


Jaqueline Alves Nieto
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Dia do Profissional de Educação Física


Sou formada há 4 anos e trabalho com Educação Física há 6. Tenho vivido muitas experiências únicas –cuidar de pessoas em diferentes idades, de diferentes culturas e etnias– é sempre algo único, mas algumas coisas me incomodam neste ramo. A maioria de nós, senão todos, reconhece a Educação Física como uma área da saúde. Trabalhamos para o bem estar físico das pessoas, queremos que elas melhorem suas capacidades motoras, sejam bem condicionadas. Mas, será que estamos pautando nossas ações profissionais nas bases teóricas da grande área “saúde”?
Nos formamos e queremos títulos: humm agora sou “Preparador Físico”, “Personal Trainer”... Eu gostava mesmo quando era chamada de “monitora de academia” porque minha competência estava neste nível. Apta apenas para conduzir e monitorar exercícios pré determinados, em equipamentos “ideais”, onde todas as pessoas eram capazes de realizar. Avaliação? Ah sim, todos precisam de uma avaliação! Aí fazia a mesma avaliação pra todos, jogava os dados no computador e imprimia o gráfico com os percentuais que ninguém sabia pra que servia. Afinal, vamos “condicionar” as pessoas...
Muitas vezes acreditei que deveria estudar sobre o exercício: aeróbico, de força, de resistência, de flexibilidade... como fazer, quanto fazer, onde fazer. Claro, isso me ajudou bastante no início, mas compreendo agora que tudo deve se basear em uma só estrutura: a célula. Isso mesmo! Como área da saúde, a Educação Física deve ser fundamentada na menor estrutura funcional do nosso corpo. É a partir dela que devemos conduzir nossos alunos aos seus objetivos. Devo entender o que o exercício que preparei e ensinei irá produzir em determinada célula. Daí a importância de compreender princípios bioquímicos, fisiológicos e dominar anatomia, para realmente chegar aonde se quer chegar. E assim, poder dizer, com resultados reais na mão: aqui está o resultado do meu trabalho como “Preparador Físico” e “Personal Trainer”.
Concluindo esta reflexão, gostaria que todos os profissionais se voltassem às coisas simples, não vivessem apenas de marketing, mas oferecessem um trabalho real, que trouxesse benefícios reais. Que aceitasse ser chamado de professor ou educador e levasse a sério seu trabalho, pois um profissional incompetente “contamina” o trabalho dos demais profissionais. Portanto, valorize seu trabalho e o de outros, não julgue sem analisar suas ações e a de outros. E, mais importante, não se contente com seu conhecimento, busque sempre se aprofundar e se aperfeiçoar.

Parabéns a todos os profissionais de Educação Física
 pelo nosso dia! 
Jaqueline Alves Nieto
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Profissional de Educação Física: quem é?


           O Profissional de Educação Física é especialista em atividades físicas, nas suas diversas manifestações – ginásticas, exercícios físicos, desportos, jogos, lutas, capoeira, artes marciais, danças, atividades rítmicas, expressivas e acrobáticas, musculação, lazer, recreação, reabilitação, ergonomia, relaxamento corporal, ioga, exercícios compensatórios à atividade laboral e do cotidiano e outras práticas corporais, tendo como propósito prestar serviços que favoreçam o desenvolvimento da educação e da saúde, contribuindo para a capacitação e/ou restabelecimento de níveis adequados de desempenho e condicionamento fisiocorporal dos seus beneficiários, visando à consecução do bem-estar e da qualidade de vida, da consciência, da expressão e estética do movimento, da prevenção de doenças, de acidentes, de problemas posturais, da compensação de distúrbios funcionais, contribuindo ainda, para a consecução da autonomia, da auto-estima, do cooperação, da solidariedade, da integração, da cidadania, das relações sociais e a preservação do meio ambiente, observados os preceitos de responsabilidade, segurança, qualidade técnica e ética no atendimento individual e coletivo.
Resolução CONFEF nº 046/2002

Jaqueline Alves Nieto
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Chega de Remédio Instantâneo!


Com tanta programação esportiva ocorrendo na TV, faltando poucos meses para o final do ano, o inverno dando uma trégua, dá pra ficar mais motivado em melhorar o condicionamento físico, não é? Pois bem! Isso é ótimo, mas vamos combinar uma coisa? Fica combinado que não nos enganaremos mais! Sabe aquele esforcinho físico que a gente faz de vez em quando (geralmente nos finais de semana) ou aquela “dieta” que a gente resolve seguir (sempre na segunda-feira!) e acha que já é suficiente? Sabe? Então, vamos ter que admitir que isso NÃO é suficiente!
Sabe quando você passa alguns dias disciplinado com o treino e a dieta e as calças ficam um pouquinho folgadas? Então, isso não é nada! É claro, podemos usar isso como motivação para continuar, mas não para pensar que já está bom! O exercício físico não deve ser encarado como um remédio instantâneo. Deve ser encarado como algo imprescindível e que deve ser feito diariamente, comparado à alimentação e sono. E isso é muito sério!
Já escrevi sobre os princípios do treinamento físico, e um deles é o da continuidade. Após uma sessão de exercícios nosso corpo irá modificar algumas estruturas de modo que o mesmo estímulo fique mais fácil a ser executado da próxima vez. Ou seja, eu ganho um pouco mais de condicionamento. Mas este “condicionamento”, que podemos chamar de adaptação ao exercício, dura em torno de 48hs e se não ocorrer um novo estímulo, o corpo recorrerá à “lei do menor esforço”. Isto é, ele tornará ao estado anterior, porque para manter-se condicionado ele precisará manter o metabolismo um pouco mais acelerado (o que é ótimo!). Então, é preciso estar sempre nos “renovando”. Sempre trazendo novos estímulos às nossas células...
E eu, ao invés de ficar contente quando um aluno se empolga com os resultados, fico preocupada. Sabe por quê? Porque já estamos adaptados demais às tecnologias, às coisas imediatas, aos remédios instantâneos. Nos cansamos rápido demais, dificilmente treinamos paciência e perseverança, nos acostumamos ao comodismo, queremos que os outros façam as coisas por nós, facilmente nos distraímos e nos desviamos dos nossos objetivos. Isso serve para mim e para você: encare a realidade, não fuja do espelho nem dos seus sonhos. A construção e o caminho são muito mais gratificantes do que a permanência no mesmo estado ou, pior, pensar que já se chegou a algum lugar...
Troque seus remédios instantâneos pelo prazer do autoconhecimento e da autorrealização, use suas conquistas para ir além, continue se reciclando, desejando melhorar em todos os aspectos, nunca pare de lutar! 

Jaqueline Alves Nieto 
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Dia do Amigo


Cerque-se de "amigos do peito".
Cuide de seus amigos e sejas cuidado por eles.
Viva cada momento com exclusividade.
Nunca deixe a felicidade para depois, mas viva, e
Viva muito! 

Jaqueline Alves Nieto
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Provérbios 31:30




Hoje é dia do homem, mas o recado vai para as mulheres:

“Enganosa é a graça, e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.”

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Ser autêntico.

Esta semana lá na academia uma senhora chegou para a aula carregando um vidro de conservas. Perguntei na maior inocência o que seria aquilo. A senhora, muito simpática, respondeu que trazia sua água no vidro porque gostava de água em temperatura ambiente; não era porque não confiava no filtro de outros lugares ou coisas do gênero, mas simplesmente, porque gostava da água em vidro grande e com temperatura amena.
Fiquei impressionada com a autenticidade daquela senhora. Não se importava com a opinião dos outros. Não ligava em ter que dar explicações de suas atitudes. Não se escondia, pelo contrário, vivia abertamente e feliz.
Ela me deu um choque de lucidez com sua simplicidade. Parei e pensei: “acredito que os anos ensinaram a ela que não vale a pena viver escondendo sua própria identidade”. Realmente, não vale a pena viver como “Maria vai com as outras”, fazer as coisas como todo mundo faz. Esconder-se atrás da máscara da popularidade, viver feliz em grupo e infeliz consigo mesmo.
A maior realização de um ser humano é aceitar-se como é, com suas qualidades e defeitos. Não que tenha que repetir sempre os mesmos erros ou atitudes impensadas, mas renovar-se, mantendo sua essência.  Por isso, conhecer-se é mais importante que explorar o mundo inteiro. Viajar para dentro de si, mais alucinante que drogar-se. Ter planos para o futuro, mas nunca excluir-se deles. Aventurar-se para extrapolar seus limites e tronar-se mais forte. E nunca deixar de ser autêntico!

Jaqueline Alves Nieto
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Um ano na Ativah!

O blog Ativah! surgiu como um meio de me manter “lecionando” mesmo não estando mais na escola. Também como um espaço para compartilhar minhas ideias, divulgar meu trabalho e esclarecer as dúvidas de amigos e do pessoal da academia. Alem, é claro, de me manter estudando e atualizada sobre os diversos assuntos que envolvem o ser humano em sua totalidade e em especial, na saúde, na doença e em movimento.  Reveja alguns textos:
Top 10 mais visualizados:


Jaqueline Alves Nieto
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Obesidade e Inflamação Crônica


Ultimamente tenho ouvido falar muito sobre inflamação.  Pense um pouco nos diversos “ites” que você conhece, são muitos não é mesmo? A maioria de nós compreende quando está passando por um processo de inflamação aguda: por exemplo, quando houve um trauma ou, por algum outro motivo, sentimos dor, inchaço, vermelhidão... Nossas células imunológicas estão trabalhando para combater o “mal” pelo qual o corpo está passando.
Mas, você sabia que a obesidade pode levar a um processo de inflamação crônica de todo o organismo, e que isso ocorre inevitavelmente com o ganho de peso? Sabia que nossas células imunológicas são diretamente influenciadas pelos adipócitos (células de gordura) e que elas podem tornar a perda de peso mais complicada? Este processo pode alterar nosso controle hormonal de saciedade (leptina) e estimular o cortisol, outro hormônio, capaz de levar o corpo a estocar ainda mais gordura. Faz também com que as células do nosso organismo se tornem resistentes à insulina, o que leva ao aumento da gordura abdominal e visceral e, pior, pode desencadear Diabetes.
Bom, este processo todo não ocorre da noite pro dia (até porque ninguém fica obeso assim tão rápido), ainda bem! Por isso precisamos ter em mente que os adipócitos não podem ser encarados apenas como depósitos de gordura, mas como um tecido de importante função endócrina, capaz de liberar hormônios e citocinas (marcadores inflamatórios) capazes de alterar todo o metabolismo e gerar doenças.
Portanto, é necessário reduzir/combater o ganho de peso e a inflamação, não só para se encaixar em um "padrão estético", mas para viver com saúde! Uma boa opção para conseguir manter-se longe dos efeitos desagradáveis da inflamação crônica é adotar um estilo de vida saudável. Assumir atitudes que reduzam o sedentarismo, praticar mais atividades físicas em seu dia-a-dia e nas atividades de lazer. Se alimentar melhor, utilizando alimentos com ação antiinflamatória, que contenham ômega-3 (peixes, semente de gergelim, girassol, castanhas...) e antioxidantes (cebola, alho, soja, tomate, brócolis, repolho, couve-flor, uva, aveia, chá verde, semente de linhaça...) evitando alimentos gordurosos, álcool e fumo. Enfim, cuidar de seu corpo, matéria-prima da VIDA!
Jaqueline Alves Nieto CREF: 090794-G/SP


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Consciência Corporal

       Trabalhar sua consciência corporal é fundamental para se chegar aos resultados esperados. Quando você sabe os músculos envolvidos em determinado movimento, você é capaz de "isolar" aquele de maior importância, recrutando mais intensamente as fibras musculares e otimizando o treino. Quando você une mente e corpo sua performance melhora. Quando você tem um objetivo claro você supera toda e qualquer dificuldade. Somos todos capazes, basta querer e seguir em frente! 


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Osteoporose: perigo oculto.

Dizem que a única vantagem de ser gordinho é ter ossos fortes. No mais, o excesso de peso só trás prejuízo. Convenhamos, não vamos dar a desculpa de ser gordinho para tentar evitar osteoporose... É verdade que pessoas de baixa estatura e diâmetros ósseos menores têm maior probabilidade de apresentar ossos mais frágeis, principalmente mulheres após a menopausa, quando os níveis de estrogênio ficam cada vez mais baixos, interferindo na absorção de cálcio e reabsorção óssea.
A massa óssea reduzida, caracterizada pela doença, pode levar a pequenas “rachaduras” ósseas que causam dor, à quebra parcial ou total do osso e suas complicações, que geralmente afetam as atividades normais do individuo. A fratura mais perigosa é a de fêmur (no quadril), onde os pacientes correm o risco de morte durante a cirurgia ou mais tarde por embolia, problemas cardiopulmonares, ou ficam com graus variáveis de incapacidade.
Por ser uma doença de desordem metabólica, devem ser utilizadas diferentes estratégias para seu controle. Entre elas, as medidas farmacológicas, como o uso de drogas antireabsortivas, ou que propiciam maior formação óssea; as nutricionais, como a maior ingesta de cálcio; e as físicas, utilizando-se dos exercícios adequados, não fumar ou beber ou fazê-lo moderadamente e tomar sol adequadamente. Mas sempre é melhor prevenir do que remediar, então, vamos falar de exercícios!
A contração muscular constitui o estímulo fundamental para manutenção e aumento da massa óssea. Isso acontece porque quando um músculo se contrai efetivamente, ele produz “sinais” capazes de gerar modificação na estrutura óssea, aumentando assim sua capacidade para suportar contrações musculares ainda mais fortes. Por isso, exercícios com pesos e contra a gravidade são indicados, por aumentar a força muscular e conseqüente, melhora na estrutura óssea. Dá-lhe musculação! Este tipo de atividade deve ser mantido por toda a vida evitando ao máximo a perda óssea e muscular e as conseqüências desastrosas desta perda.
Viu como é fácil se manter estruturalmente forte? Peso nas mãos, não na balança....
Jaqueline Alves Nieto
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As dificuldades na manutenção e perda de peso


Ai... o peso! Algumas pessoas lutam para ganhar, outras para perder uns quilinhos. Aquelas que desejam perder podem sentir o mesmo que eu: depois dos 20 parece mais complicado manter ou reduzir o peso, não é? Mas, por que isso acontece? Há diversos fatores que contribuem (na verdade, atrapalham!) para esta situação:

Queda no metabolismo basal. Este fenômeno ocorre dia após dia no processo de envelhecimento. Com a degeneração de células do nosso organismo, a redução de fluídos no meio intra e extracelular, a mudança na produção de hormônios e na composição corporal, há conseqüente diminuição do consumo de oxigênio e aumento nos depósitos de gordura. O que podemos fazer para mudar este quadro é aumentar o nível de atividade física, melhorando os fatores que contribuem para maior consumo de oxigênio, como aumento na massa muscular e melhor resposta do sistema aeróbico (número e tamanho de mitocôndrias, enzimas oxidativas, capilares sanguíneos, etc).
Baixo nível de atividade física. Nem é preciso dizer o quanto estamos cada vez mais acomodados e hipocinéticos (hipo: falta, pouco; cinética: movimento) seja no trabalho, em casa ou no lazer. O balanço positivo entre o consumo de calorias e o gasto calórico total (metabolismo basal + efeito térmico dos alimentos + atividade física) faz com que tenhamos, novamente, um aumento nos depósitos de gordura. O ideal é que façamos escolhas inteligentes para aumento do gasto calórico. Pequenas mudanças podem significar uma soma significativa de calorias perdidas, por exemplo: escolha deixar as escadas rolantes no shopping para aqueles que têm dificuldades motoras; escolha deixar o carro um pouco mais distante do local onde você deve ir e caminhe até lá; escolha um esporte ou atividade que você possa gastar maior quantidade de calorias ao invés de ficar só em frente à TV ou videogame no seu horário de lazer; mantenha-se fiel ao seu programa de musculação...
Manutenção de dieta inadequada ou realização de dietas “milagrosas”. Tendemos a querer resultados imediatos. Mas a perda de peso deve ser planejada para que possamos mantê-la. Nada mais frustrante do que conseguir perder peso e recuperá-lo novamente. Por isso, a peça fundamental neste processo é a mudança nas escolhas alimentares, a tal de “reeducação alimentar”. Sem mudanças definitivas no seu cardápio e nos seus hábitos, é impossível reduzir ou manter o peso, mesmo com alto gasto energético durante as atividades físicas. Como assim? Bem, os nutricionistas já estão “fartos” de dizer que o café da manhã deve ser a principal refeição do dia e que é necessário comer a cada 3hs, que o mais importante na dieta é a qualidade nutricional do alimento e não necessariamente a quantidade ingerida. Quando realizamos dietas de muito baixo valor calórico o organismo trabalha mais lentamente e acabamos “gastando” menos calorias diárias que gastaríamos se comêssemos a quantidade habitual, aí a dieta maluca não serviu pra nada! Por isso que este processo deve ser gradativo, aumentando a quantidade de exercícios e reduzindo a quantidade de calorias alimentares.
Doenças que provocam ganho de peso. Em apenas 5% dos casos, a obesidade é em decorrência de algum problema de saúde. A maioria das doenças relacionadas com o ganho de peso está ligada diretamente aos distúrbios de regulação metabólica. Entre estas doenças, o hipotireoidismo é a principal: um distúrbio na produção de hormônios da glândula tireóide que provoca redução no metabolismo e na eficiência de alguns órgãos. Tumor nas glândulas supra-renais, hipogonadismo (quantidade deficiente de hormônios sexuais), insulinoma (excesso de insulina no organismo) e transtornos emocionais (depressão e ansiedade) também podem resultar em ganho de peso. Em caso de suspeita de alguns destes transtornos, o ideal é consultar um médico para controle do problema e do peso.
Bem, agora que está tudo entendido, podemos traçar a próxima meta! E nada de querer virar uma Gisele Bündchen em um mês, heim! Vamos respeitar nosso corpo e ajudar a acelerar nosso metabolismo!

Jaqueline Alves Nieto
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Atividade Física na Gestação


     Estamos perto do dia das mulheres, e nada melhor do que homenagear, neste dia, àquela que nos deu a luz! Nove meses com a barriga crescendo, sentindo dores, cansaço, tontura, perda de equilíbrio, vontades, sonhos... E depois de tudo ainda, o parto! Tantas coisas se modificam no corpo e na mente de uma gestante. Realmente, acho que só vou entender o sentimento de uma mãe quando me tornar uma!
Nesta “fase”, principalmente para as mamães de primeira viagem, surgem muitas duvidas sobre o que é mais seguro fazer para melhorar as próprias condições de saúde e as do bebê. Como manter o condicionamento, o fôlego, o ânimo e a rotina com tantas transformações acontecendo? Os exercícios promovem o tônus muscular, a força e a resistência que a ajudará a carregar o peso extra da gravidez e a prepara para o esforço do parto. Deixa o humor mais estável, auto-estima e o sono em dia, auxiliando ainda seu corpo a voltar à forma depois que o bebê nascer.
Primeiramente, para fazer qualquer atividade física, é importante ter liberação médica. Também é preciso lembrar que os primeiros três meses necessitam de maior cuidado para que não ocorra um aborto espontâneo e malformação do bebê. Depois, é só escolher uma atividade que tragam os benefícios citados. As atividades mais recomendadas são as de baixo impacto, como caminhada, natação, hidroginástica, ioga e pilates, desde que esteja acompanhada e se certifique que o profissional tenha conhecimento adequado para trabalhar com gestantes.
Para aquelas que nunca treinaram é importante iniciar mais lentamente e prestar atenção aos sinais do corpo. Se sentir algum destes sinais deve parar o exercício imediatamente e procurar ajuda médica: tontura, visão embaçada, náusea, falta de ar, palpitações, sensação de desmaio, sangramento vaginal, aumento do inchaço nas mãos, pés e tornozelos, forte dor no abdome ou no peito, contrações ou falta de movimentação do bebê (mas tenha em mente que o bebê costuma ficar mais quietinho quando você se exercita).
Com o avanço da gravidez, a regra geral é que você evite qualquer atividade que envolva risco de queda, ou que você sofra alguma batida na barriga, elimine os exercícios que sejam feitos no chão, de barriga pra cima ou que fique em pé por muito tempo, pois podem reduzir o fluxo sanguíneo para o bebê.
Algumas mulheres precisam de maiores cuidados quanto aos exercícios. Converse com seu médico antes de iniciar qualquer atividade se você: já teve ameaça de aborto espontâneo; teve bebê prematuro ou corre risco de ter desta vez; sabe que sua placenta está baixa; teve sangramento forte; teve problemas na coluna lombar ou nas articulações do quadril; tem pressão alta; sabe que está grávida de mais de um bebê.
Pra mim foi legal pesquisar sobre isso, espero ter ajudado!

Jaqueline Alves Nieto
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Referências: Guia de exercícios para gestante. Site.

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Iguais e Diferentes



"Por um mundo onde sejamos socialmente iguais,
humanamente diferentes e totalmente livres".
Rosa Luxemburgo.
Não é fácil aceitarmos diferenças. Logo fugimos ao que nos parece estranho. Somos todos iguais? Certamente não! Então, como convivermos em paz com nossas diferenças? Como superarmos nossos medos, decepções, preconceitos e bloqueios ao depararmos com situações fora do comum ou até mesmo “constrangedoras”?  Bem, cada um tem uma forma de lidar com isso e eu me propus a rever algumas situações interessantes a este respeito, principalmente ligadas à área de Educação Física, por ser uma área bastante rica em diversidades, tanto física quanto culturais e situacionais.
Enquanto acadêmica, me envolvi em projetos com crianças surdas na faculdade; trabalhei com pessoas com baixa visão e cegas na academia; estagiei com alunos com Síndrome de Down no Centro Educativo; Déficit de Atenção, Hiperatividade e Deficiência Mental na escola; e ainda tive a oportunidade de ter um colega surdo na faculdade, onde uma intérprete traduzia toda a aula para a Linguagem de Sinais (LIBRAS), foi uma vivência maravilhosa!
Mas a situação mais inesperada por que passei foi no meu estágio com a 7ª série. Eu estava no início do estágio e ainda era muito insegura para dar as aulas. Estávamos conversando e me aproximei de um aluno, este me disse que não poderia correr durante as aulas, e me pegou muito de surpresa quando me mostrou sua prótese na perna... Pude perceber que ele já estava acostumado com a situação, mas não eu! Foi ele quem me ensinou como lidar com tudo isso...
A partir desse momento, passei a ser mais confiante enquanto profissional, tentei melhorar minha percepção e tomar maior cuidado para tratar a todos por igual. Tratar a todos por igual? Mas estamos falando de diferenças... Exatamente! Em Educação Física somos todos iguais, porque:
Todos merecem ser respeitados em suas diferenças.
Todos merecem ser valorizados e ter suas habilidades desenvolvidas conforme suas capacidades.
Todos merecem novas oportunidades.
Todos merecem cuidados.
E, ainda, mais importante de tudo, todos merecem ser felizes! As atividades motoras devem ser sempre regadas à ludicidade, prazer e alegria. Elas devem proporcionar o desenvolvimento social e emocional também, e não só o físico. Por isso a importância das chamadas "aulas inclusivas", dos jogos cooperativos e das atividades adaptadas. 
Lembrando que, uma boa estimulação produz resultados surpreendentes! Eu me emociono ao ver espetáculos como este da foto ou em ouvir histórias como a de Kallil, que passou no vestibular da Universidade Federal de Goiás, para Geografia. Enfim, vamos valorizar e aprender com nossas diferenças, pois somente dessa forma seremos completos!

Jaqueline Alves Nieto
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Dia Mundial do Câncer: 04 de fevereiro


Câncer é uma daquelas palavras que dá medo de ouvir. Sentimos até um arrepio na espinha só de pensar na possibilidade de algum familiar ser diagnosticado com a doença e nunca imaginamos que poderíamos ser acometidos por ela. Deus me livre! Mas, infelizmente, nem todos se salvam da triste notícia. Famosos, presidentes, jovens, crianças e idosos, todos estamos vulneráveis a ação maléfica dos radicais livres, à exposição solar, à falta de nutrientes alimentares, aos hábitos inadequados de saúde e a fatores hereditários. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) a estimativa de novos casos no Brasil chega a mais de meio milhão (518 mil) para este ano, 10% a mais em relação a 2011.
Os tumores podem ter início em diferentes tipos de células. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando inter-relacionadas. As causas externas referem-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de uma sociedade. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. As primeiras manifestações do tumor podem surgir depois de muitos anos a uma única exposição (radiações ionizantes, por exemplo) ou após exposição contínua aos fatores de risco (radiação solar ou tabagismo, por exemplo).
De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais, nos quais encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida). Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos.
São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese. Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição dos membros da família a uma causa comum. Determinados grupos étnicos parecem estar protegidos de certos tipos de câncer: a leucemia linfocítica é rara em orientais, e o sarcoma de Ewing é muito raro em negros.
No Brasil, o câncer de mama e próstata são os mais freqüentes, por questões de hábitos de saúde e do envelhecimento da população. Cabe a nós a responsabilidade de evitar a exposição aos fatores de risco e realizar exames periódicos, principalmente se tivermos algum caso de câncer na família. Vale lembrar os fatores modificáveis: tabagismo, alcoolismo, maus hábitos sexuais, inatividade física, hábitos alimentares inadequados, medicamentos, fatores ocupacionais, radiação solar e obesidade.
O Brasil assinou a Declaração Mundial Contra o Câncer, com metas até 2020, com medidas mundiais para auxiliar no diagnóstico e melhorar o atendimento aos que sofrem da doença.  Para nós, não basta simplesmente ignorar o problema, estamos todos no mesmo barco...
Jaqueline Alves Nieto
CREF: 090794-G/SP


Leia mais: 
10 dicas para se proteger do câncer:
Declaração Mundial contra o câncer:
A temível escalada do câncer no Brasil: 





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Psicoadaptação


Era uma vez um homem que fumava um cigarro a cada meia hora. O ato era tão automático que nem sentia o cheiro que ficava em sua pele, não via o amarelado em sua mão, não ligava para as caretas de desaprovação das pessoas em sua volta, não percebia que o maço ia se esvaziando ao longo do dia.
Era uma vez uma adolescente gordinha. Desde criança aprendeu a se alimentar de forma inadequada, cometendo exageros e gafes nutricionais. Cresceu sendo excluída das brincadeiras e dos meios sociais por causa de sua “incapacidade física”, não tinha auto-estima, não tinha iniciativas, não tinha opinião sobre a própria vida.
Era uma vez uma pessoa de negócios. Vivia resolvendo problemas, estava o tempo todo conectado com as pessoas pelo celular e internet, participava de reuniões e mais reuniões principalmente aos finais de semana, só pensava em trabalho. Stress era seu sobrenome, não tinha tempo para ninguém, muito menos para si mesmo.
O que estas histórias têm em comum? A psicoadaptação. Para o psiquiatra Augusto Cury, a “psicoadaptação é um fenômeno inconsciente que faz diminuir a intensidade da dor ou do prazer ao longo da exposição de um mesmo estímulo. Ao comprar um veículo, depois de alguns meses, a pessoa entra nele como entra no banheiro de sua casa, ou seja, sem o mesmo prazer que tinha quando o adquiriu, pois se psicoadaptou a ele. Quando sofremos uma ofensa, no começo ela nos perturba, mas com o tempo nos psicoadaptamos e pouco sofremos com ela”.
Nós temos esta capacidade de nos acostumarmos com todo tipo de acontecimento, seja ele bom ou ruim. Se pensarmos na perda de uma pessoa querida, podemos ficar tristes, mas depois de um tempo aprendemos a conviver com a ausência. Quando conseguimos conquistar algo, como um diploma universitário, por exemplo, ficamos felizes por um período, mas logo diminuímos a importância da conquista. Deste modo nosso cérebro vai preservando os dados mais importantes, se adaptando, e abrindo espaço para novos acontecimentos. É aí que precisamos agir, e não vivermos no automático!
Podemos criar situações capazes de gerar reações diferentes em nós e nos outros. Este é um caminho para driblarmos o comodismo e encontrarmos novas formas de vermos um mesmo fenômeno. Refletirmos sobre nossas ações é a melhor maneira de mudarmos e de nos adaptarmos aos acontecimentos que nos influenciam sem sermos influenciados por eles.
Acredite! Tudo pode ser diferente.
Jaqueline Alves Nieto
CREF: 090794-G/SP

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Saia da rotina


Escrevi sobre o fenômeno de psicoadaptação que sofremos no dia-a-dia, e este texto do blog Mamãe-Moderna complementa muito bem a ideia, vale a pena parar um pouquinho para ler!

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea...
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:
Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência). Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo. Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...

ROTINA
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.

Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos..... em outras palavras....... V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí..
Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

E S C R E V A em tAmaNhodiFeRenTes 

e em CorES difErEntEs !

CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE.....

V I V A!


Por Airton Luiz Mendonça
Publicado no Jornal: O Estado de São Paulo

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Mulheres, fortes e poderosas!


Ser mulher não é fácil! Além de vivermos sempre atarefadas com uma infinidade de coisas ainda temos que aturar a fisiologia a favor dos homens. Veja: nós temos maior variação hormonal, menor consumo de oxigênio, maior acúmulo de gordura, maior dificuldade para ganhar e manter nossa musculatura, menor densidade óssea, menor taxa de metabolismo basal, menor concentração de hemoglobina sanguínea, tamanho menor na maioria dos órgãos e mais uma porção de coisas. Se não nos cuidarmos a soma destes fatores resultará em quilinhos a mais na balança, respiração ofegante ao subir “cinco” degraus de escada, dores no corpo todo no final do dia, cansaço extremo... Haja inteligência emocional e resistência física para permanecermos em nossas funções e realizarmos tudo com mestria e sensibilidade, dignas de uma rainha!
O lado bom da atualidade é que temos chamado a atenção do marketing, em diferentes áreas de consumo, pelo crescente poder de compra e decisão que temos sobre elas. E no mundo fitness não é diferente: academias só para mulheres, aulas e grupos específicos para elas, descontos especiais e novidades vão surgindo a todo instante, buscando satisfazer melhor as necessidades deste público. Então, não há desculpas para ficarmos paradas, certo?
Eu não poderia deixar de recomendar a musculação pelos diversos benefícios que ela traz, mas ela envolve muitas dúvidas quanto ao ser realizadas por mulheres. As principais: ela deixa “musculosa”? Ajuda a emagrecer? É prejudicial? Pode ser feita todos os dias? Bom, vamos lá!
Como o próprio nome já diz e espanta a musculação existe justamente para trabalharmos “os músculos”, e como já escrevi AQUI, é muito importante mantermos nossa musculatura e força para evitarmos problemas na terceira idade. Mas “ficar musculosa” como nos vem à cabeça é bem diferente dos treinos, que recomendo, chamados “terapêuticos” onde trabalhamos força no limite da saúde e não um treino de “fisiculturismo” que é tão intenso e doloroso que as atletas levam anos para conseguir a definição e musculatura apresentada além de dieta, suplemento e até substâncias proibidas...
Uma das maiores vantagens da musculação é o aumento do metabolismo. Músculos consomem mais energia para manter-se do que gordura. Então, aumentando a quantidade de fibras musculares, queimamos mais calorias diariamente, o que significa dizer que musculação ajuda a emagrecer!
A musculação só será prejudicial se prescrita por pessoas não capacitadas. Fora isso, desde a puberdade até a terceira idade todos podem se beneficiar com ela. Veja os benefícios da musculação em outro texto que escrevi AQUI.
Quanto ao ser feita todos os dias aí vai depender de diversos fatores como idade, condicionamento prévio, objetivo, afinidade com a modalidade... A princípio é indicado que os treinos sejam realizados em dias alternados para não sobrecarregar a musculatura, mas isso pode ser revisto com o profissional que vai te acompanhar.
Bom pessoal, espero ter  respondido algumas dúvidas, caso tenham outras, só deixar a pergunta nos comentários que eu respondo, se souber!
Jaqueline Alves Nieto
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Não consigo. Será?


Sempre me considerei uma pessoa tímida. Isso me influenciava demais, então minha infância e adolescência foram marcadas por situações em que eu simplesmente desistia de tentar. Tentar fazer novos amigos? Não consigo. Tentar novas atividades motoras? Não consigo. Limitava-me a andar de patins, bike e jogar queimada ou vôlei na rua ‘daquele jeito’, que conforme Gallahue* não estaria enquadrada nem na fase inicial da competência motora...
Até as coisas mais simples como escolher uma roupa nova ou perguntar alguma coisa para um desconhecido era “o fim” pra mim. Conforme precisava enfrentar situações mais desafiadoras mais medo eu tinha e parecia que eu era refém de mim mesma. E era bem isso que acontecia, era eu que me permitia deixar de aprender, de conhecer, de viver uma situação nova! Não sei quando que o “Será?” apareceu em minha vida, mas foi exatamente a partir daí que passei a encarar as coisas de frente, enfrentar os meus fantasmas e me permitir aprender em todas as situações. Que alívio!
A começar pela sensação de leveza que esta atitude me trouxe e as oportunidades que foram surgindo a partir dela. Passei a liderar pequenos grupos, a me oferecer para ajudar os professores na faculdade, a “pagar mico” para aprender coisas diferentes, a realizar coisas maiores (até palestra eu dei! rs) e principalmente, me encarar com outro olhar. Deixei de ser refém para ser eu mesma! Mas o desafio ainda persiste. Cada vez que algo parece desafiador demais eu preciso estar pronta para optar pelo “será” ao invés de “não consigo”.
Lanço o desafio a todos: quando o muro do “não consigo” quiser te bloquear use a escada do “será” para passar por cima dele! 
* David Gallahue, referência mundial na área de desenvolvimento motor.

Jaqueline Alves Nieto
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