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Doença crônica? Deus me livre!

Quando ouvimos falar que uma doença é crônica chega a dar medo, não é? Já ficamos pensando que não tem remédio, não há cirurgia, não há nada que possa ser feito... Mas parece que para algumas doenças, as pessoas não dão a devida importância com relação aos cuidados que exigem, pois, caso não sejam controladas, podem trazer graves conseqüências. Estou falando de duas das doenças crônicas que vem cada vez mais acometendo os brasileiros: hipertensão e diabetes.
Por que crônica? Simplesmente porque teremos que aprender a conviver com a doença; porque ela não tem cura, apenas podemos controlá-la. Neste post quero deixar algumas informações sobre hipertensão para quem quer conhecer mais sobre esta doença, tomar os cuidados necessários e informar outras pessoas.
HIPERTENSÃO:
É considerado hipertenso o indivíduo que apresenta pressão arterial persistentemente elevada, que corresponde à pressão arterial máxima ou sistólica (PAS) igual ou superior a 140mmHg e pressão arterial mínima ou diastólica (PAD) igual ou superior a 90mmHg. Alguns cuidados precisam ser tomados ao fazer a medida da pressão arterial, por isso somente um profissional poderá dar o diagnóstico.
A hipertensão pode ser classificada em primária (ocorre em 90 a 95% dos casos), de causa desconhecida, e secundária, decorrente de outra doença. Os fatores de risco associados com a hipertensão primária geralmente são: hereditariedade e raça (negros são mais predispostos à doença), diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo, usuárias de anticoncepcionais, alimentação com excesso de sal e gordura, stress, alcoolismo. As doenças geralmente associadas à hipertensão secundária são: doenças renais, doenças nas glândulas tireóide e adrenal, uso de anticoncepcionais orais.
Sintomas:
A maioria das pessoas que têm hipertensão não apresenta sintomas; mas podem ocorrer tonturas, batimentos descompassados do coração (palpitações), sangramento nasal, sensação de peso na cabeça e dores na nuca, zumbido no ouvido e desânimo. Outros sintomas como dor no peito, falta de ar, inchaço, alterações visuais, perda de memória e de equilíbrio, palidez, problemas urinários e dores nas pernas demonstram que os órgãos alvo da doença podem estar comprometidos e deve-se procurar um médico imediatamente.


Conseqüências da hipertensão não controlada:
Ao esforçar-se para bombear o sangue, o coração do hipertenso fica vulnerável à insuficiência cardíaca. Há um desgaste nos vasos que favorece o derrame cerebral e acúmulo de placas de gorduras, predispondo o infarto. Há também o comprometimento do funcionamento dos rins.
Quais os tratamentos:
Podem ser utilizados tratamentos com medicamentos e sem medicamentos. O tratamento não medicamentoso inclui uma dieta equilibrada, com reduzido teor de sódio, gordura e açúcar, alta ingestão de água, frutas, verduras e legumes frescos; adotar um estilo de vida saudável, controlando o stress, restringindo o uso de álcool, cigarro e outras drogas e, claro, adotar ao estilo de vida a prática regular de exercícios físicos. As medicações anti-hipertensivas não impedem a participação no exercício físico, mas devem ser feitos com orientação de um profissional qualificado.
Exercícios físicos x hipertensão:
Estudos mostraram que as taxas de morbidez e de mortalidade estão relacionadas inversamente ao estado de aptidão física nos indivíduos hipertensos. Os indivíduos hipertensos, porém aptos evidenciavam uma taxa de mortalidade 60% mais baixa que seus pares normotensos, porém inaptos, e que a maior mortalidade associada à hipertensão era superada completamente pela aptidão.
Ainda são obscuros os mecanismos pelos quais o treinamento com exercícios reduz a pressão arterial em indivíduos hipertensos. É provável que esse efeito não seja mediado por um único mecanismo e, para os diferentes tipos de hipertensão ou nas populações hipertensas heterogêneas, são possíveis mecanismos diferentes. Entretanto, o efeito hipotensor do exercício independe das reduções no peso e na gordura corporal. Pacientes hipertensos devem iniciar programas de exercícios físicos regulares, desde que tenham sido submetidos à avaliação clínica prévia. Além de diminuir a pressão arterial, o exercício físico pode reduzir consideravelmente o risco de doença arterial coronária, acidentes vasculares cerebrais e mortalidade geral.
Recomenda-se freqüência de três a seis vezes por semana, intensidades moderada e sessões de 30 a 60 minutos de duração. Para controle da intensidade do exercício podem ser utilizados tanto a freqüência cardíaca como o consumo de oxigênio (60 a 80% da freqüência cardíaca máxima ou 50 a 70% do consumo máximo de oxigênio). A escala de percepção de esforço (nível leve ou moderado) também poderá ser utilizada. A freqüência cardíaca máxima deverá ser obtida por meio de um teste ergométrico máximo ou ergoespirométrico. Na impossibilidade da realização desses testes recomenda-se a fórmula FCMax = 220 - idade.
É importante que os exercícios de resistência muscular localizada sejam realizados com sobrecarga que não ultrapasse 50% da contração voluntária máxima. Esses programas têm se mostrado efetivos na redução dos níveis de pressão arterial. São recomendações que devem ser consideradas, inclusive para pacientes sob tratamento com anti-hipertensivos. Em pacientes em uso de betabloqueador, é fundamental o teste ergométrico ou ergoespirométrico na vigência do medicamento.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Anais da IV diretrizes brasileiras de hipertensão arterial. 2002.
BORENSTEIN, M. S. org. Manual de hipertensão. Porto Alegre: Editora Sagra Luzzato, 1999.
McARDLE, W. D.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. Fisiologia do Exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 4 ed.  Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995.


Jaqueline Alves Nieto
CREF: 090794-G/SP

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