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Ginástica Laboral


Ontem fiquei sabendo de uma estratégia das empresas que considero bem propícia ao momento “hipocinético” em que vivemos. No local onde uma amiga trabalha, o funcionário que não participar da ginástica laboral que a empresa oferece, terá um valor descontado de seu salário. Mexeu no bolso, tudo muda! O bom dessa história toda é que isso envolve uma série de fatores que podem favorecer o aumento da prática regular de exercícios físicos e desenvolver, ou resgatar, o prazer proporcionado por eles.
Acredito que, até o momento, a maior dificuldade dos profissionais que trabalham na área de ginástica laboral era manter o pessoal motivado para participar das atividades diárias, tendo que lutar com o baixo número de participantes. Com esta estratégia, a empresa está meio que “forçando a barra” com o pessoal, mas ela sabe que os benefícios, tanto físicos quanto mentais, e de produtividade será uma recompensa para ela e também para os funcionários. Do ponto de vista do funcionário, o problema pode estar na tendência ao comodismo e, além do mais, ninguém gosta de fazer as coisas por obrigação, mas a escolha será dele.
Para mim, aí está uma grande oportunidade para o bom profissional de saúde mostrar a cara e fazer valer sua crença no real valor do alongamento, das atividades recreativas, das massagens e tantas outras estratégias que podem ser utilizadas durante o período tão curto – mas que pode e deve ser divertido e benéfico – das aulas de ginástica laboral. #Ficaadica 

Jaqueline Alves Nieto
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Seja um Promotor de Saúde!

         Com as transformações da sociedade em termos de estilo de vida, nutrição, tecnologia e saúde, os conceitos antigos de promoção de saúde foram revistos. 
          O’DONNELL (2008) conceitualiza promoção da saúde como sendo: a ciência e a arte de ajudar as pessoas a mudar seus estilos de vida no sentido de um estado de saúde ideal, que se constitui num processo de engajamento em busca de um equilíbrio dinâmico entre as dimensões física, emocional, social, espiritual e intelectual e a descoberta da sinergia entre os seus aspectos mais positivos. A mudança de estilo de vida deve ser facilitada pela combinação de esforços para informar, motivar, construir conhecimentos e, principalmente, oferecer oportunidades para práticas positivas em saúde. 
            Todos podem ser agentes de mudanças, todos podem ser agentes promotores de saúde, contribua com a saúde de todos que você conhece, faça a diferença!

Jaqueline Alves Nieto
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Geração de intolerantes


Certamente você já ouviu falar em intolerância alimentar; intolerância à lactose, ao glúten, à glicose; intolerância religiosa, intolerância, intolerância, intolerância... Não pretendo escrever sobre este tipo de intolerância, quero me referir à intolerância às pessoas. Isso mesmo, prestando atenção nas novas gerações eu percebo que o nível de tolerância está se esvaindo. Parece que quanto mais jovem, menos tolerante. 
Pense um pouco, como está o seu nível de paciência em casa, no trânsito, nos lugares onde há muitas pessoas? Reflita como era seu nível de paciência há 10 anos, e como estará nos próximos 10.
Vejo problemas de relacionamento aparecerem por motivos cada vez mais banais, brigas irracionais, disputas sem necessidade. Compartilhamento nas redes sociais de fotos de criança com fundo de casa pegando fogo, se “vingando” por qualquer bobagem. Simples brincadeira, mas com fundo de realidade.
Este mundo “instantâneo” aproximou os de longe e distanciou os de perto. Afinal é muito mais fácil mandar uma mensagem eletrônica que conversar pessoalmente. Últimos suspiros daquelas boas conversas “cara-a-cara”, “olho-no-olho”. Temos a tendência de evitar problemas, então, pronto! Tudo resolvido. Quanto mais distantes melhor...
Será que temos solução? Será que nossas emoções vão continuar dominando a razão? Até quando? 


Jaqueline Alves Nieto
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Dia do Profissional de Educação Física


Sou formada há 4 anos e trabalho com Educação Física há 6. Tenho vivido muitas experiências únicas –cuidar de pessoas em diferentes idades, de diferentes culturas e etnias– é sempre algo único, mas algumas coisas me incomodam neste ramo. A maioria de nós, senão todos, reconhece a Educação Física como uma área da saúde. Trabalhamos para o bem estar físico das pessoas, queremos que elas melhorem suas capacidades motoras, sejam bem condicionadas. Mas, será que estamos pautando nossas ações profissionais nas bases teóricas da grande área “saúde”?
Nos formamos e queremos títulos: humm agora sou “Preparador Físico”, “Personal Trainer”... Eu gostava mesmo quando era chamada de “monitora de academia” porque minha competência estava neste nível. Apta apenas para conduzir e monitorar exercícios pré determinados, em equipamentos “ideais”, onde todas as pessoas eram capazes de realizar. Avaliação? Ah sim, todos precisam de uma avaliação! Aí fazia a mesma avaliação pra todos, jogava os dados no computador e imprimia o gráfico com os percentuais que ninguém sabia pra que servia. Afinal, vamos “condicionar” as pessoas...
Muitas vezes acreditei que deveria estudar sobre o exercício: aeróbico, de força, de resistência, de flexibilidade... como fazer, quanto fazer, onde fazer. Claro, isso me ajudou bastante no início, mas compreendo agora que tudo deve se basear em uma só estrutura: a célula. Isso mesmo! Como área da saúde, a Educação Física deve ser fundamentada na menor estrutura funcional do nosso corpo. É a partir dela que devemos conduzir nossos alunos aos seus objetivos. Devo entender o que o exercício que preparei e ensinei irá produzir em determinada célula. Daí a importância de compreender princípios bioquímicos, fisiológicos e dominar anatomia, para realmente chegar aonde se quer chegar. E assim, poder dizer, com resultados reais na mão: aqui está o resultado do meu trabalho como “Preparador Físico” e “Personal Trainer”.
Concluindo esta reflexão, gostaria que todos os profissionais se voltassem às coisas simples, não vivessem apenas de marketing, mas oferecessem um trabalho real, que trouxesse benefícios reais. Que aceitasse ser chamado de professor ou educador e levasse a sério seu trabalho, pois um profissional incompetente “contamina” o trabalho dos demais profissionais. Portanto, valorize seu trabalho e o de outros, não julgue sem analisar suas ações e a de outros. E, mais importante, não se contente com seu conhecimento, busque sempre se aprofundar e se aperfeiçoar.

Parabéns a todos os profissionais de Educação Física
 pelo nosso dia! 
Jaqueline Alves Nieto
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Profissional de Educação Física: quem é?


           O Profissional de Educação Física é especialista em atividades físicas, nas suas diversas manifestações – ginásticas, exercícios físicos, desportos, jogos, lutas, capoeira, artes marciais, danças, atividades rítmicas, expressivas e acrobáticas, musculação, lazer, recreação, reabilitação, ergonomia, relaxamento corporal, ioga, exercícios compensatórios à atividade laboral e do cotidiano e outras práticas corporais, tendo como propósito prestar serviços que favoreçam o desenvolvimento da educação e da saúde, contribuindo para a capacitação e/ou restabelecimento de níveis adequados de desempenho e condicionamento fisiocorporal dos seus beneficiários, visando à consecução do bem-estar e da qualidade de vida, da consciência, da expressão e estética do movimento, da prevenção de doenças, de acidentes, de problemas posturais, da compensação de distúrbios funcionais, contribuindo ainda, para a consecução da autonomia, da auto-estima, do cooperação, da solidariedade, da integração, da cidadania, das relações sociais e a preservação do meio ambiente, observados os preceitos de responsabilidade, segurança, qualidade técnica e ética no atendimento individual e coletivo.
Resolução CONFEF nº 046/2002

Jaqueline Alves Nieto
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