Trabalhar sua consciência corporal é fundamental para se chegar aos resultados esperados.
Quando você sabe os músculos envolvidos em determinado movimento, você é capaz
de "isolar" aquele de maior importância, recrutando mais intensamente
as fibras musculares e otimizando o treino. Quando você une mente e corpo sua
performance melhora. Quando você tem um objetivo claro você supera toda e
qualquer dificuldade. Somos todos capazes, basta querer e seguir em frente!
Osteoporose: perigo oculto.
Dizem que a única vantagem de ser gordinho é ter
ossos fortes. No mais, o excesso de peso só trás prejuízo. Convenhamos, não
vamos dar a desculpa de ser gordinho para tentar evitar osteoporose... É
verdade que pessoas de baixa estatura e diâmetros ósseos menores têm maior probabilidade
de apresentar ossos mais frágeis, principalmente mulheres após a menopausa,
quando os níveis de estrogênio ficam cada vez mais baixos, interferindo na
absorção de cálcio e reabsorção óssea.
A massa óssea reduzida, caracterizada pela doença,
pode levar a pequenas “rachaduras” ósseas que causam dor, à quebra parcial ou
total do osso e suas complicações, que geralmente afetam as atividades normais
do individuo. A fratura mais perigosa é a de fêmur (no quadril), onde os
pacientes correm o risco de morte durante a cirurgia ou mais tarde por embolia,
problemas cardiopulmonares, ou ficam com graus variáveis de incapacidade.
Por ser uma doença de desordem metabólica, devem
ser utilizadas diferentes estratégias para seu controle. Entre elas, as medidas
farmacológicas, como o uso de drogas antireabsortivas, ou que propiciam maior
formação óssea; as nutricionais, como a maior ingesta de cálcio; e as físicas,
utilizando-se dos exercícios adequados, não fumar ou beber ou fazê-lo
moderadamente e tomar sol adequadamente. Mas sempre é melhor prevenir do que
remediar, então, vamos falar de exercícios!
A contração muscular constitui o estímulo
fundamental para manutenção e aumento da massa óssea. Isso acontece porque quando
um músculo se contrai efetivamente, ele produz “sinais” capazes de gerar
modificação na estrutura óssea, aumentando assim sua capacidade para suportar
contrações musculares ainda mais fortes. Por isso, exercícios com pesos e
contra a gravidade são indicados, por aumentar a força muscular e conseqüente, melhora
na estrutura óssea. Dá-lhe musculação! Este tipo de atividade deve ser mantido por toda a vida
evitando ao máximo a perda óssea e muscular e as conseqüências desastrosas
desta perda.
Viu como é fácil se manter estruturalmente forte? Peso
nas mãos, não na balança....
Jaqueline Alves NietoCREF: 090794-G/SP
As dificuldades na manutenção e perda de peso
Ai... o peso! Algumas pessoas lutam
para ganhar, outras para perder uns quilinhos. Aquelas que desejam perder podem
sentir o mesmo que eu: depois dos 20 parece mais complicado manter ou reduzir o
peso, não é? Mas, por que isso acontece? Há diversos fatores que contribuem (na
verdade, atrapalham!) para esta situação:
Queda no
metabolismo basal. Este fenômeno ocorre dia após dia no
processo de envelhecimento. Com a degeneração de células do nosso organismo, a
redução de fluídos no meio intra e extracelular, a mudança na produção de
hormônios e na composição corporal, há conseqüente diminuição do consumo de oxigênio e aumento nos depósitos de
gordura. O que podemos fazer para mudar este quadro é aumentar o nível de
atividade física, melhorando os fatores que contribuem para maior consumo de
oxigênio, como aumento na massa muscular e melhor resposta do sistema aeróbico
(número e tamanho de mitocôndrias, enzimas oxidativas, capilares sanguíneos,
etc).
Baixo
nível de atividade física. Nem é preciso dizer o quanto estamos cada vez
mais acomodados e hipocinéticos (hipo: falta, pouco; cinética: movimento) seja no trabalho, em casa ou no lazer. O
balanço positivo entre o consumo de calorias e o gasto calórico total
(metabolismo basal + efeito térmico dos alimentos + atividade física) faz com
que tenhamos, novamente, um aumento nos
depósitos de gordura. O ideal é que
façamos escolhas inteligentes para aumento do gasto calórico. Pequenas mudanças
podem significar uma soma significativa de calorias perdidas, por exemplo: escolha
deixar as escadas rolantes no shopping para aqueles que têm dificuldades
motoras; escolha deixar o carro um pouco mais distante do local onde você deve
ir e caminhe até lá; escolha um esporte ou atividade que você possa gastar
maior quantidade de calorias ao invés de ficar só em frente à TV ou videogame
no seu horário de lazer; mantenha-se fiel ao seu programa de musculação...
Manutenção
de dieta inadequada ou realização de dietas “milagrosas”. Tendemos a
querer resultados imediatos. Mas a perda de peso deve ser planejada para que
possamos mantê-la. Nada mais frustrante do que conseguir perder peso e
recuperá-lo novamente. Por isso, a peça fundamental neste processo é a mudança
nas escolhas alimentares, a tal de “reeducação alimentar”. Sem mudanças
definitivas no seu cardápio e nos seus hábitos, é impossível reduzir ou manter
o peso, mesmo com alto gasto energético durante as atividades físicas. Como
assim? Bem, os nutricionistas já estão “fartos” de dizer que o café da manhã
deve ser a principal refeição do dia e que é necessário comer a cada 3hs, que o
mais importante na dieta é a qualidade nutricional do alimento e não necessariamente
a quantidade ingerida. Quando realizamos dietas de muito baixo valor calórico o
organismo trabalha mais lentamente e acabamos “gastando” menos calorias diárias
que gastaríamos se comêssemos a quantidade habitual, aí a
Doenças
que provocam ganho de peso. Em apenas 5% dos casos, a obesidade é em
decorrência de algum problema de saúde. A maioria das doenças relacionadas com
o ganho de peso está ligada diretamente aos distúrbios de regulação metabólica.
Entre estas doenças, o hipotireoidismo
é a principal: um distúrbio na produção de hormônios da glândula tireóide que provoca
redução no metabolismo e na eficiência de alguns órgãos. Tumor nas glândulas
supra-renais, hipogonadismo (quantidade deficiente de hormônios sexuais),
insulinoma (excesso de insulina no organismo) e transtornos emocionais
(depressão e ansiedade) também podem resultar em ganho de peso. Em caso de
suspeita de alguns destes transtornos, o ideal é consultar um médico para
controle do problema e do peso.
Bem, agora que está tudo entendido, podemos
traçar a próxima meta! E nada de querer virar uma Gisele Bündchen em um mês,
heim! Vamos respeitar nosso corpo e ajudar a acelerar nosso metabolismo!
Jaqueline Alves Nieto
CREF: 090794-G/SP
Jaqueline Alves Nieto
CREF: 090794-G/SP
Atividade Física na Gestação
Estamos perto do dia das
mulheres, e nada melhor do que homenagear, neste dia, àquela que nos deu a luz!
Nove meses com a barriga crescendo, sentindo dores, cansaço, tontura, perda de
equilíbrio, vontades, sonhos... E depois de tudo ainda, o parto! Tantas coisas se
modificam no corpo e na mente de uma gestante. Realmente, acho que só vou
entender o sentimento de uma mãe quando me tornar uma!
Nesta “fase”, principalmente para
as mamães de primeira viagem, surgem muitas duvidas sobre o que é mais seguro
fazer para melhorar as próprias condições de saúde e as do bebê. Como manter o
condicionamento, o fôlego, o ânimo e a rotina com tantas transformações
acontecendo? Os exercícios promovem o tônus muscular, a força e a resistência que
a ajudará a carregar o peso extra da gravidez e a prepara para o esforço do
parto. Deixa o humor mais estável, auto-estima e o sono em dia, auxiliando
ainda seu corpo a voltar à forma depois que o bebê nascer.
Primeiramente, para fazer qualquer
atividade física, é importante ter liberação médica. Também é preciso lembrar
que os primeiros três meses necessitam de maior cuidado para que não ocorra um
aborto espontâneo e malformação do bebê. Depois, é só escolher uma atividade
que tragam os benefícios citados. As atividades mais recomendadas são as de
baixo impacto, como caminhada, natação, hidroginástica, ioga e pilates, desde
que esteja acompanhada e se certifique que o profissional tenha conhecimento
adequado para trabalhar com gestantes.
Para aquelas que nunca
treinaram é importante iniciar mais lentamente e prestar atenção aos sinais do
corpo. Se sentir algum destes sinais deve parar o exercício imediatamente e
procurar ajuda médica: tontura, visão embaçada, náusea, falta de ar,
palpitações, sensação de desmaio, sangramento vaginal, aumento do inchaço nas
mãos, pés e tornozelos, forte dor no abdome ou no peito, contrações ou falta de
movimentação do bebê (mas tenha em mente que o bebê costuma ficar mais
quietinho quando você se exercita).
Com o avanço da gravidez, a
regra geral é que você evite qualquer atividade que envolva risco de queda, ou
que você sofra alguma batida na barriga, elimine os exercícios que sejam feitos
no chão, de barriga pra cima ou que fique em pé por muito tempo, pois podem
reduzir o fluxo sanguíneo para o bebê.
Algumas mulheres precisam de
maiores cuidados quanto aos exercícios. Converse com seu médico antes de iniciar
qualquer atividade se você: já teve ameaça de aborto espontâneo; teve bebê
prematuro ou corre risco de ter desta vez; sabe que sua placenta está baixa;
teve sangramento forte; teve problemas na coluna lombar ou nas articulações do
quadril; tem pressão alta; sabe que está grávida de mais de um bebê.
Pra mim foi legal pesquisar
sobre isso, espero ter ajudado!
Jaqueline Alves Nieto
CREF: 090794-G/SP
Referências: Guia de exercícios para gestante. Site.
Iguais e Diferentes
"Por um mundo onde sejamos
socialmente iguais,
humanamente diferentes e
totalmente livres".
Rosa Luxemburgo.
Não é fácil aceitarmos diferenças. Logo fugimos ao que nos parece
estranho. Somos todos iguais? Certamente não! Então, como convivermos em paz
com nossas diferenças? Como superarmos nossos medos, decepções, preconceitos e
bloqueios ao depararmos com situações fora do comum ou até mesmo “constrangedoras”?
Bem, cada um tem uma forma de lidar com
isso e eu me propus a rever algumas situações interessantes a este respeito,
principalmente ligadas à área de Educação Física, por ser uma área bastante
rica em diversidades, tanto física quanto culturais e situacionais.
Enquanto acadêmica, me envolvi em projetos com crianças surdas na
faculdade; trabalhei com pessoas com baixa visão e cegas na academia; estagiei
com alunos com Síndrome de Down no Centro Educativo; Déficit de Atenção, Hiperatividade
e Deficiência Mental na escola; e ainda tive a oportunidade de ter um colega
surdo na faculdade, onde uma intérprete traduzia toda a aula para a Linguagem
de Sinais (LIBRAS), foi uma vivência maravilhosa!
Mas a situação mais inesperada por que passei foi no meu estágio com a
7ª série. Eu estava no início do estágio e ainda era muito insegura para dar as
aulas. Estávamos conversando e me aproximei de um aluno, este me disse que não poderia
correr durante as aulas, e me pegou muito de surpresa quando me mostrou sua prótese
na perna... Pude perceber que ele já estava acostumado com a situação, mas não eu! Foi ele quem me ensinou como lidar com tudo isso...
A partir desse momento, passei a ser mais confiante enquanto
profissional, tentei melhorar minha percepção e tomar maior cuidado para tratar
a todos por igual. Tratar a todos por
igual? Mas estamos falando de diferenças... Exatamente! Em Educação
Física somos todos iguais, porque:
Todos merecem ser respeitados em suas diferenças.
Todos merecem ser valorizados e ter suas habilidades desenvolvidas
conforme suas capacidades.
Todos merecem novas oportunidades.
Todos merecem cuidados.
E, ainda, mais importante de tudo, todos merecem ser felizes! As atividades motoras devem ser sempre regadas à ludicidade, prazer e alegria. Elas devem proporcionar o desenvolvimento social e emocional também, e não só o físico. Por isso a importância das chamadas "aulas inclusivas", dos jogos cooperativos e das atividades adaptadas.
Lembrando que, uma boa estimulação produz resultados surpreendentes! Eu me emociono ao ver espetáculos como este da foto ou em ouvir histórias como a de Kallil, que passou no vestibular da Universidade Federal de Goiás, para Geografia. Enfim, vamos valorizar e aprender com nossas diferenças, pois somente dessa forma seremos completos!
Jaqueline Alves Nieto
CREF: 090794-G/SP
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